A pergunta tem cabimento. Li, indignado, a nota de Ancelmo Góis, em 2 de janeiro, em sua coluna em “O Globo”:

“O Lobão francês – Não é só no Brasil que tem gente, como os ministros Edison Lobão e Reinhold Stephanes, que vive torpedeando as leis em defesa do meio ambiente. O Conselho Constitucional da França considerou ilegal a lei sobre imposto pela emissão de carbono de Sarkosy”.

Sem procuração do ministro Reinhold Stephanes, digo que nada é mais injusto que tal afirmação. Ouso mesmo afirmar que, nas últimas três ou quatro décadas, nunca tivemos um ministro da Agricultura com tanta capacidade para compreender as dificuldades e anseios dos agricultores e pecuaristas do País e enfrentar com decisão, serenidade, firmeza e autoridade os problemas de sua pasta. O ministro não é inimigo do meio ambiente só porque se dedica à defesa do homem do campo, que provê a mesa farta que os brasileiros têm a seu dispor, e a preços pouco encontrados no mundo.

Será que Ancelmo Góis tem conhecimento real de toda a problemática que envolve o binômio produção agropecuária/meio ambiente, aqui e no exterior – pois também investe no Conselho Constitucional da França –, para transformar afirmações feitas em sua coluna em dogmas irrefutáveis?

Perdoe-me o jornalista, mas, como eu não me atrevo, embora tentado, a apontar no seu texto deslizes em relação às qualidades da linguagem escrita, também ele deveria analisar com menos afoiteza e despreocupação temas que não são de sua área. Meio ambiente é coisa séria. Produção agropecuária também.