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Seleção para produção de carne de qualidade em pastagens nos trópicos.

Artigos | Data de publicação: 09 de setembro de 2015


nelore irca

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Animais assim desafiados apresentam uma característica marcante na vida produtiva, com períodos de acúmulo de gordura, intercalados por períodos onde é utilizada essa reserva de energia armazenada na forma de gordura proporcionando um suporte para a complementação nutricional.

Esses diferentes períodos dos bovinos em pastejo estão intimamente relacionados à estacionalidade e crescimento das plantas forrageiras.

A necessidade premente de intensificação da pecuária de corte nacional tem gerado discussões acaloradas quanto ao sistema ideal de produção para as nossas condições. A discussão tem sido polarizada no sentido comparativo, entre a exploração de animais em sistemas intensivos a pasto ou em confinamento.

Essa abordagem tem sido desvirtuada, devido à falta de dados comparativos para um menor custo por arrobas produzida gerados dentro das condições brasileiras.

Infelizmente, tem sido difundido o conceito equivocado, de que sistemas tropicais de produção a pasto são necessariamente extensivos, enquanto sistemas com altas suplementações e/ou confinados são sinônimos de intensificação e a única maneira de se explorar rebanhos especializados e de alto mérito genético.

A adoção de uma estratégia será cada vez mais lucrativa à medida que pesquisadores e consultores com um conhecimento dos fatores que geram lucro na atividade, estabeleçam para os produtores modelos de sistemas de produção que atendam à explorar animais com genética selecionada para esse desafio, com um bom manejo sanitário, reprodutivo, oferecendo condições adequadas de conforto para os animais.

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Produzindo carne de qualidade no pasto: genética Nelore IRCA

Fotos | Data de publicação: 09 de setembro de 2015


nelore irca

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Um bom ajuste na “pressão de pastejo” durante o período das águas, resultam numa maior quantidade de massa (MS) disponível no período da seca; estas devem ser disponibilizadas para as categorias mais jovens.

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O acerto do descarte ao lucro da cria

Artigos | Data de publicação: 09 de setembro de 2015


nelore irca

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Não é raro ouvir que a cria é uma atividade de baixa rentabilidade. No entanto, entre as atividades de produção de gado de corte, penso que a cria tem a capacidade de proporcionar a melhor e mais segura rentabilidade, quando se considera o longo prazo.

Logicamente, para que isso ocorra, faz-se necessária uma boa gestão – o que está longe de significar uma gestão complicada.

Para uma boa rentabilidade no rebanho comercial (não me refiro aos produtores de genética), o caminho que sugiro é o abate anual de 25% das fêmeas que entraram na estação de monta. Com esse abate, além da venda de 30% das bezerras de desmama e 20% dos touros com mais de cinco anos de uso, pode-se custear a manutenção de um rebanho de cria comercial e manter o estoque estável. Com isso, seu rebanho se torna um provedor de seu fluxo de caixa, além de agregar produtividade.

Com o custeio zerado pelas vendas acima, a produção de bezerros machos torna-se o resultado anual da atividade da cria.

O essencial é ter uma política de identificação das vacas de descarte. O acerto (ou desacerto) dessa estratégia será decisivo para a eficiência da sua criação. Abaixo, listo cinco critérios para um descarte eficiente. São bem simples, e não exigem planilhas complicadas. Apenas uma decisão firme de melhorar a eficiência do rebanho.

1-Vacas vazias. Descarte certo, podendo dar uma segunda chance para as destaque de produção.

2-Vacas de pouco leite, identificadas no desmame mesmo que esteja prenhe.

3-Vacas que exigem atenção individual. Aumentam o custo de manutenção, diminuindo a produtividade.

4-Vacas brabas podem ser marcadas a fogo com um ferro “V” (para Venda) quando forem por qualquer motivo de manejo, identificadas.

5-Vacas com bezerros fundos. Uma sugestão de identificação: na hora do desmame, separe os bezerros fundos dos outros e os mantenha separados das vacas por uma noite. Ao colocá-los de volta com as vacas na manhã seguinte, você identificará facilmente quem são as suas mães – que devem ser descartadas.

O ideal é ter um pasto próprio para as vacas de descarte. Caso não seja possível, identifique-as claramente; por exemplo, marcando um v (de venda). Lembre-se: não é um detalhe. Se fizer bem o descarte, boa parte da eficiência da sua criação estará garantida.

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Produção e Sustentabilidade*

Matérias na mídia | Data de publicação: 10 de abril de 2015


nelore irca

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O mundo está preocupado com o aquecimento global, e tenta encontrar formas de reverter – ou, ao menos, estancar – a elevação de temperatura. Afinal, sustentabilidade é um assunto sério, pois se trata de preservar o planeta para as próximas gerações. E nessa tentativa de garantir uma atividade humana mais sustentável, todas as forças se dirigem para a redução das emissões de carbono.

Essa batalha, no entanto, parece estar mal enfocada. O desmatamento e os bovinos foram escolhidos – arbitrariamente, como se procurará demonstrar – como os principais inimigos da sustentabilidade. A solução proposta seria reduzir drasticamente as áreas dedicadas à produção extensiva de gado de corte, adotando-se a verticalização da produção.

Em primeiro lugar, analisar a emissão de gás carbono na produção de gado de corte olhando apenas os bovinos é um grande equívoco. Deve ser analisado o seu contexto global de criação. Por exemplo, como demonstraram os estudos da Sustainable Food Trust, as gramíneas (os pastos) absorvem naturalmente o carbono emitido pelos bovinos. Ou seja, a conta do metano dos bovinos é equilibrada pelo efeito do crescimento das gramíneas.

Aqui está um ponto crucial ao pensar em sustentabilidade: equilíbrio. Como se pode dizer que a produção de bovinos em sistemas intensivos – por exigir menor área e, teoricamente, menos desmatamentos – é mais benéfica à sustentabilidade do que a produção a pasto menos intensiva?

Verticalizar a produção – produzir mais carne em menos área – exige insumos e mais insumos, que na sua produção emitem também enorme quantidade de carbono. Por exemplo, a fabricação de uma tonelada de nitrogênio joga na atmosfera quase sete toneladas de dióxido de carbono. Ou seja, é preciso um olhar sobre o contexto global, e não apenas detectar isoladamente emissores de carbono.

Sustentabilidade exige um olhar amplo isento, e não uma visão estreita enviesada. Caso contrário, não se está batalhando por uma vida mais saudável no planeta. Ao contrário, estará se utilizando da bandeira da sustentabilidade simplesmente para uma causa meramente comercial (por exemplo, venda de mais insumos).

É óbvio que a atividade humana transforma o meio ambiente. Não há como fugir desse fato. O grande desafio não está em opor o ser humano ao meio ambiente, e sim encontrar formas equilibradas de convivência e transformação, isto é, o uso racional (e sustentável) dos recursos naturais. Nesse sentido, é interessante a reflexão sobre o conceito de produtividade máxima (Verticalização da produção) com alto uso de fertilizantes (maior quantidade de produto com menor margem de lucro) pelo conceito da produtividade ótima: a produção a pasto, com baixa utilização de insumos e adubos, aliando genética eficiente e uso racional dos recursos naturais.

Este pode ser um bom caminho para uma produção com sustentabilidade aliado a uma melhor margem de lucro por unidade produzida.

*artigo publicado na revista O Zebu no Brasil – edição 210 – Abril/ Maio 2015

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Gestão da pecuária com foco no manejo das pastagens.

Artigos | Data de publicação: 02 de maio de 2012


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Observa-se um aumento generalizado de custos na pecuária – fertilizantes, combustíveis, insumos de nutrição, sais minerais –, impondo-se uma pergunta: como cortar as despesas sem sacrificar a produção?


Gráfico Ilustrativo dos Pontos de Equilíbrio

Alguns optam por diminuir a quantidade de insumos utilizados, outros ajustam o número de animais, vendendo fêmeas ou animais jovens, etc.

Não é tarefa fácil definir prioridades ao gerenciar os custos, já que a produção está sempre relacionada com o grau de investimento. Do corte de despesas para uma queda na produção não são precisos muitos passos.

Sugiro, no entanto, outro olhar gerencial. Não apenas analisar “o que cortar”, mas “como fazemos”. Não apenas ver os “itens”, mas o “modo” como trabalhamos.

Nessa perspectiva, um importante aliado na lucratividade do negócio pode ser a escolha adequada do método de pastejo, p. ex. a implantação da “Permanência fixa dos animais na pastagem”.

Os diferentes métodos de manejo de pastagens podem ser agrupados em três principais alternativas com suas variantes: Rotacionado – convencional, em faixa ou com 2 grupos de animais; Diferido – quando a pastagem é deixada em descanso, sem animais, por algum período de tempo para que haja acúmulo de forragem para o uso posterior; e o Contínuo – que prefiro denominá-lo “Permanência fixa dos animais na pastagem”.  .

É preciso não confundir “pastejo contínuo” com “extensivismo”. A maioria dos pecuaristas pensa que fazer pastejo contínuo é colocar um grupo de animais numa área e largá-los lá, sem monitoramento, sem meta nenhuma. Isso, na verdade, é ausência de método, é puro extrativismo dos recursos naturais disponíveis, como bem disse o Prof. Sila Carneiro Filho (ESALQ) em entrevista à jornalista Maristela Franco (2008).

Esse método de “colheita” de forragem exige uma avaliação realista da capacidade de cada pasto na produção anual de matéria seca (MS), já que não existe “colheita contínua” de forragem por parte dos animais, o que existe é “presença contínua” deles na área. Um perfilho (unidade básica de crescimento da planta) somente é visitado a cada 30 dias nesse método de pastejo, devido ao correto ajuste da pressão de pastejo – número de animais (kg de Peso Vivo) por unidade (kg) de forragem disponível, Mott (1960), – proporcionado pelo ajuste da taxa anual de lotação por hectare (UA/ha).

Alguns benefícios desse método:

  1. Maior desempenho zootécnico dos animais proporcionado pela maior oportunidade de pastejo seletivo e conseqüente ingestão de uma dieta de melhor qualidade. Segundo Walker (1995), a seleção da dieta é a chave do processo que influencia o “status” nutricional do animal. Isto reforça a importância da seletividade para o desempenho animal.
  2. Maior saldo de energia disponível para produção, devido a menor demanda da energia consumida diariamente, para mantença corporal, proporcionada por um menor tempo de pastejo (TP), maior facilidade de preensão da forrageira e o conforto animal.
  3. Menor demanda por fertilizantes e insumos, devido à utilização sustentável das pastagens.
  4. Maior lucratividade proporcionada pela otimização da utilização de insumos por arrobas produzidas.

O aumento de produção é devido ao:

  • Aumento de até 15% de vacas prenhes na Estação de Monta.
  • Aumento de10 a15% no peso de desmama.
  • Maior eficiência na relação peso da vaca x peso do bezerro a desmama.
  • Aumento do percentual de animais na cabeceira de desmama.
  • Aumento de até 30% no ganho médio diário de peso dos animais em recria no período de outubro a abril no Brasil Central.
  • Melhor Escore Corporal das vacas em produção.
  • Possibilidades de descarte de vacas sem necessidade do período de engorda por estarem com uma deposição de gordura suficiente para o abate.
  • Menor gasto direto por unidade animal (UA)
  • Maior margem líquida nas arrobas vendidas por incorporar menor custo total.

É bem certo que teremos muitas incertezas pela frente para os próximos anos, mas como sempre a receita requer: conhecimento e foco na objetividade.

 

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